sábado, 7 de março de 2009

As coisas vulgares que há na vida/Não deixam saudades/Só as lembranças que doem/Ou fazem sorrir /Há gente que fica na história/da história da gente/e outras de quem nem o nome/lembramos ouvir /São emoções que dão vida/à saudade que trago/Aquelas que tive contigo/e acabei por perder/Há dias que marcam a alma/e a vida da gente/e aquele em que tu me deixaste/não posso esquecer/A chuva molhava-me o rosto/Gelado e cansado/As ruas que a cidade tinha/Já eu percorrera/Ai... meu choro de moça perdida/gritava à cidade/que o fogo do amor sob chuva/há instantes morrera/A chuva ouviu e calou/meu segredo à cidade/E eis que ela bate no vidro/Trazendo a saudade

Chuva Jorge Fernando

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